Camila's Blog

Carta do Papa Bento XVI sobre o Dia Mundial das Comunicações para reflexão:

Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e idéias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que freqüentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (…) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3).

A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de Janeiro – Dia de São Francisco de Sales – de 2012.
BENEDICTUS PP XVI

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Recebi este e-mail de duas amigas queridas. Decidi compartilhar…
Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. 

Seu nome era Kyle.
Parecia que ele estava carregando todos os seus livros. 

Eu pensei:

‘Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa 
Sexta-Feira?
Ele deve ser mesmo um C.D.F’!

O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.

Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.

Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, 
empurrando-o de forma que ele caiu no chão.

Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns 
metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.

Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele 
engatinhava procurando por seus óculos.

Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: ‘Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria’. Kyle olhou-me nos olhos e disse: ‘Hei, obrigado’! 

Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmentemostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.

Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular. 

Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus 
amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele.
Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse: 
‘Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!’.

Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade.
Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que 
seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F. 
Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar. 
No dia da Formatura Kyle estava ótimo. 
Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola. 
Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos.
Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam! 
Às vezes eu até ficava com inveja.
Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: ‘Ei, garotão, você vai se sair bem!’ 
Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse:
-‘Valeu’! 
Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o 
discurso: 
‘A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. Vou
contar-lhes uma história:’ 
Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele 
contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso. 
‘Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável!’ Eu 
observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. 
Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma 
gratidão. 
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.
Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. 
Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o outro de alguma forma.
PROCURE O BEM NOS OUTROS! 
Esta mensagem mostra o quanto os meus amigos são importantes pra mim!
PS: caso verídico…

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

– Ah, terminei o namoro… – Nossa, estavam juntos há tanto tempo… – Cinco anos…. que pena… acabou… – é… não deu certo… Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona… Acho que o beijo é importante… e se o beijo bate… se joga… se não bate… mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar… ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração… Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse… A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… ou se apaixonar… ou se culpar… Enfim…quem disse que ser adulto é fácil ????

*Texto enviado para mim de uma amiga. Autor desconhecido

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, teve uma vida peculiar. Começou a praticar caridade com 13 anos, entrou para o convento com 19 e dedicou todos seus 77 anos de trajetória à caridade. Prestes a ser beatificada – a cerimônia acontece no dia 22 de maio, em Salvador (BA). Este texto foi retirado do site Canção Nova Notícias e exibe um pouco sobre a vida dessa mulher de Deus.

1) Por causa de um enfisema pulmonar, Irmã Dulce viveu os últimos 30 anos da sua vida com a saúde abalada seriamente – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida e chegou a pesar 38 quilos. Entretanto, nem mesmo a doença a impediu de construir e manter uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país. Morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos.

2) Irmã Dulce foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar com sua boneca inseparável Celica, empinar pipa e tinha especial predileção pelo futebol – era torcedora do Esporte Clube Ipiranga, time formado pela classe trabalhadora, o primeiro a romper com o perfil elitista do esporte baiano no início do século XX.

3) Irmã Dulce começou a praticar caridade aos 13 anos, acolhendo mendigos e doentes em sua casa. Nessa época, sua residência ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam no local. Quando entrou no Convento de Nossa Senhora do Carmo, aos 19 anos, escolheu o nome de Irmã Dulce (seu nome verdadeiro é Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes), em homenagem à mãe.

4) Por causa do grande número de operários no bairro de Itapagipe, a religiosa criou, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia. O movimento era mantido com a arrecadação de três cinemas construídos por meio de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano.

5) Para abrigar doentes que recolhia nas ruas, a religiosa chegou a invadir cinco casas na Ilha dos Ratos, em 1937. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares. Por fim, em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, com autorização da sua superiora, para abrigar os primeiros 70 doentes. Hoje, no local, está o Hospital Santo Antônio, o maior da Bahia.

6) Em julho de 1979, Madre Teresa de Calcutá recebeu convite de Dom Avelar para ir a Salvador fundar uma casa da Ordem Missionária da Caridade, no bairro de Alagados. Irmã Dulce quis conhecer a famosa religiosa, que receberia o Prêmio Nobel da Paz naquele ano. Com dificuldades para manter as obras, devido à doença, Irmã Dulce chegou a oferecê-las para a colega.

7) Em 1988, Irmã Dulce foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Ela não o venceu, entretanto teve o trabalho mais reconhecido. Quem levou a premiação foram as ‘Forças de Paz das Nações Unidas’ (conhecidas como ‘Capacetes azuis’), pelos seus esforços a serviço da preservação da paz.

8 ) Em sua segunda visita ao Brasil, em 20 de outubro de 1991, o Papa João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e ir ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Pontífice, os brasileiros chorariam a morte do ‘Anjo bom da Bahia’. No velório, cerca de 50 pessoas desmaiaram e o cenário se dividiu entre pobres e grandes personalidades do país.

9) Na exumação do seu corpo, em junho de 2010, os representantes do Vaticano e pessoas presentes se mostraram impressionados com a mumificação natural do corpo, 18 anos após a morte da religiosa. A exumação é a penúltima etapa do processo de beatificação. “A roupa estava conservada mesmo após 18 anos, apesar de um pouco escura. O semblante dela é muito sereno, não há odor”, disse a sobrinha e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, em entrevista à imprensa na época.

10) No dia 22 de maio, Irmã Dulce será a terceira religiosa, natural do Brasil, a ser beatificada. No hall das beatas brasileiras, já temos Albertina Berkenbrock e Lindalva Justo de Oliveira. A única beata estrangeira, mas com missão no país, é a austríaca Bárbara Maix.

Fonte: Canção Nova Notícias

Depois do sumiço do corpo de Osama Bin Laden, muitas teorias estão vindo à tona acerca do mistério desta suposta morte, guardado pelo Presidente dos E.U.A, Barack Obama. Será que ele morreu mesmo? Por que jogaram o corpo no mar e por que as imagens  não foram exibidas como aconteceu com Sadam Houssein?

Arnaldo Jabor, irônico como sempre, escreveu esta crônica para o Jornal O Estado de S.Paulo para ilustrar esta situação, que no momento está muito cômica. Além disso cita alguns aspectos como religião, filosofia e política. Curtam:

Osama é o único assunto. Jurei que não escreveria sobre ele, mas esse homem não me sai da cabeça.Aí, resolvi telefonar para o Nelson Rodrigues para ver sua opinião. Disco o telefone preto intergaláctico, pois o Nelson me ajuda a “não” pensar com as falsas luzes do bom senso, das causas e efeitos. O telefone toca. Já ouço as risadinhas dos querubins, em volta de Nelson na nuvem de algodão no céu de estrelas de papel prateado, como nos teatros da Praça Tiradentes.

– Nelson… sou eu, o Arnaldo…

– Você me ligando, rapaz, como um telefonista de si mesmo. Achei que tinha me esquecido…

– O negócio é o seguinte, Nelson, estou besta com a morte do Osama…

– Eu também, rapaz… O sujeito acabou de entrar aqui, com guarda-costas e tudo e foi correndo para o paraíso islâmico aí do lado…

Está uma barulheira danada, com todo mundo de camisola gritando “Só Alá é grande”. Deus Pai não liga muito, mas fica vagamente irritado com esse nome; ele e Alá são iguais. Com a chegada do Osama, resolvi dar uma “espiadinha” no paraíso deles…

Rapaz, parece o baile do Bola Preta! Os terroristas são tratados a pão de ló e goiabada. O Muhammad Atta, aquele chefe suicida do 11 de Setembro, estava deitado numa cama de ouro, com odaliscas do Catumbi rebolando a dança do ventre e, quando o Osama entrou, as mil virgens pularam em cima dele, pedindo autógrafos, macacas de auditório com asinhas… É… Osama é um galã de novela… Aí embaixo também; estávamos apaixonados por ele ao avesso e não sabíamos. Eu confesso que acho ele um craque…

– Como assim? – pergunto, como nos maus diálogos.

– Porque ele criou o primeiro acontecimento do século 21. Tudo que os russos quiseram fazer, ele fez em meia hora. E mudou o Ocidente.

A América perdeu a “máscara”, estavam muito folgados na época… Agora, voltaram como caubóis, mas a vida não será a mesma. Vão continuar procurando bombas em bueiros. O Ocidente sempre teve o alvo da finalidade, do progresso. O Islã, não; quer o imóvel, a verdade incontestável. Eles não vivem na História; vivem na eternidade. Agora tem os rebeldes árabes; vamos ver se vão preferir a democracia mesmo ou os dogmas assassinos do Osama. De qualquer modo, os americanos vão ter de incluir a morte em seu dia a dia. Não poderão esquecê-la como sempre tentaram. Ficarão mais “orientais”, mais fatalistas… Isso pode até ser bom.

– Como assim? – repito na minha obtusidade.

– Rapaz, me admira você não ver isso: para eles, nós somos o Mal. Eles são o Bem. Aí, a jogada genial do Barack Obama foi ser também o Mal deles. Os cães infiéis atacaram de volta… Você disse uma frase na TV que eu até gostei: “Tudo foi cinema. Começou como Godzilla em 2001 e agora acabou como Duro de Matar… Você devia abrir uma lojinha de frases…

– Quem sou eu, Nelson?…

– E agora, todo mundo tira casquinha da vitória do Obama. Os republicanos berram: “Se não fossem nossas torturas, não achavam o homem!” Do outro lado, gemem os éticos e idiotas da objetividade: “Foi ilegal – e nossos valores?” Esses caras já nascem com uma ética pré-fabricada e não se curvam ao intempestivo da História; não aguentam o mistério do acontecimento. Não veem que o certo e o errado estão misturados. Nietzsche disse: “As convicções são cárceres”. Os intelectuais têm de aprender a “não entender”…

– Mas Nelson, politicamente o momento…

– O momento é importante, sim, porque os ditadores bilionários da Arábia adoravam que os inimigos fossem os americanos, enquanto seus povos miseráveis batiam cabeça ajoelhados no chão… Agora, os árabes acordaram…

– Nelson, você virou marxista aí no céu…

– O Marx me chama de “reacionário”, mas me ouve muito e anda chateado com as bobagens que escrevem sobre ele na academia. Eu disse para ele: “Olha, Marx, a burrice é uma força da natureza, feito o maremoto”… Ele vive repetindo isso, achou uma graça infinita… Bom sujeito, o Marx…

– É… mas a História andou para trás…

– Para com isso, rapaz, a História não existe… Ela foi uma invenção daquele alemão, o tal de Hegel que, aliás, está ali sentado numa nuvem, chorando lágrimas de esguicho numa cava depressão… O sujeito achava que a História andava pra frente e, de repente, meia dúzia de malucos, cheirando a banha de camelo, transformaram nossa vida num pesadelo humorístico. Vocês achavam que a vida era movida pelas “relações de produção”, coisa e tal, mas esqueceram que a História pode ser “intempestiva, mutante”, como escreveu o Nietzsche, que também anda por aqui, bigodudo, muito sério, e disse uma frase genial para mim: “A filosofia é um exílio entre montanhas geladas…” O Nietzsche é um craque… Sempre que posso, tomo um cafezinho com ele. Nunca saímos da barbárie, pensa bem: tivemos duas guerras mundiais num século. Os alemães queimaram judeus, os americanos derreteram 200 mil em 30 segundos em Hiroshima e Nagasaki. A razão é um luxo de franceses… Aliás, tem um francês inteligente aqui, o Baudrillard. Ele disse: “Acabou o “universal” – agora, só há o “singular” e o “mundial”…” Bom, né?

– Mas, o futuro da humanidade…

– O mundo nunca foi feliz… Esse negócio de felicidade global é invenção do comércio americano… A humanidade dando milho para os pombos na Praça de São Marcos é lero-lero…Deus não quer isso. Vai olhar a Bíblia, a Torá; é tudo no “olho por olho”… Lembra da Inquisição? Deus é violento… (estou falando baixo que Ele está ali perto, consolando o Hegel).

– Mas o ser humano…

– Rapaz… A humanidade é uma ilusão. “Tudo que é real é irracional, tudo que é irracional é real.” Se o mundo acabar, não se perde absolutamente nada…

E desligou…

Jabor, Arnaldo – Osama não morreu, O Estao de São Paulo, 10/05/2011

Comunicar a verdade sempre foi o trabalho do jornalista. É um compromisso que ele tem com seu público. Mesmo na época da Ditadura, em meio à censura e torturas, os jornalistas sempre buscaram o seu espaço para tentar explicitar as barbaridades do governo, demonstrando a excelência da profissão.

Agora, no século XXI, os meios de comunicação tiveram um avanço relativamente interessante, principalmente, para o jornalismo. Com os avanços tecnológicos nos meios de comunicação, novidades na ciência, no esporte, na política, e em todos os aspectos aumentam as possibilidades de pautas para gerar importantes reportagens e notícias de grande relevância. Com a presença da TV digital, aberta para todos os públicos, a possibilidade da informação chegar cada vez mais rápido, será ainda maior e mais fácil.

Outro ponto fundamental é o acesso fácil à internet. Hoje, quase todo o mundo utiliza essa ponte para se comunicar e se atualizar. É possível que os jornalistas sejam aqueles que mais se utilizam de tal canal, pois nela existe a conexão com vários sites de notícias, além dos inúmeros blogs que preenchem a rede. Através dos blogs, muitos jornalistas podem expor suas formalidades sobre os diversos assuntos que rondam a sociedade. Nesse momento eles se tornam livres para desabafar aquilo que são “proibidos” de comentar, pois de acordo com o Código de Ética, jornalismo é feito sem opinião do autor. A internet também invadiu o universo das rádios, que estão transmitindo seus programas pela web; e os próprios jornais impressos que há tempos estão disponíveis online.

O século XXI chegou trazendo junto a modernidade que ainda vai progredir agilizando, mais ainda, o trabalho dos jornalistas, que devem aproveitar e melhorar o desempenho na veiculação da informação, sem esquecer jamais da Ética.

 

O dia amanheceu quente no Rio, vamos a 40 graus, creio. Seria uma boa temperatura para as autoridades egípcias que suspenderam o serviço de trens para evitar a grande manifestação de hoje. Mas Cairo está bem, entre 18 e 22 graus, vejo muita gente de agasalho leve nas fotos da Praça Tahir.

No Brasil, tomam posse novos deputados e senadores. O presidente do Senado será José Sarney, o da Câmara, Marco Maia. A escolha expressa o momento difícil que vive a política no Brasil. Sarney já deveria ter deixado a cena; Marco Maia é apenas um quadro obediente, a característica mais importante para ascensão no seu partido.

Fantástico divulgou esta semana uma reportagem sobre cadeias, com ênfase no Maranhão. Um horror medieval. Mas o material deixou de lado os presídios, que são também assustadores. Uma das minhas últimas missões na Câmara foi visitar o presidio de Pedrinhas, próximo a São Luis, onde houve um motim e alguns presos degolaram os outros. Literalmente, degolaram pessoas vivas.

O nível de violência é acentuado pela corrupcão que permite a entrada de armas e drogas na cadeia. Alguns funcionários do presidio foram acusados de organizar assassinatos, através  da transferência de presos para cela onde estão seus inimigos.

A média de idade dos prisioneiros é baixa. São jovens, na maioria sem perspectiva de trabalho. Isto é claro, não é uma justificativa para seus crimes mas o próprio Fantástico mostrou um fazendeiro acusado de assassinatos que estava solto. O entrelaçamento entre pobreza, corrupcão  autoritarismo fazem do estado um lugar que merecia uma pesquisa especial.

Afinal, o político que marcou o Maranhão foi Sarney. E mais uma vez vai dirigir o Senado, indicando quais são os exemplos que realmente prosperam em Brasília.

Este texto você encontra no link: http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/

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